Filme de guerra de Steven Spielberg é subestimado e emocionante
Quando ouvimos as palavras Steven Spielberg e filme de guerra, muitos imediatamente se lembram de “O Resgate do Soldado Ryan”, de 1998. De fato, essa produção com Tom Hanks e Matt Damon marcou profundamente a história do cinema.
Ainda hoje, podemos identificar a influência de “O Resgate do Soldado Ryan” em numerosos filmes de guerra. Contudo, essa não é a única contribuição de Spielberg para o gênero. A adaptação cinematográfica do romance “Cavalo de Guerra”, ambientada na Primeira Guerra Mundial e com uma narrativa única, é frequentemente esquecida.
Baseado na obra homônima de Michael Morpurgo, o filme Cavalo de Guerra nos transporta para a Inglaterra de 1912. Lá, conhecemos o jovem Albert (interpretado por Jeremy Irvine), que desenvolve uma forte amizade com um cavalo chamado Joey, também um forasteiro. Albert passa grande parte de seu tempo com Joey, estabelecendo um vínculo profundo.
Dois anos depois, a Primeira Guerra Mundial devasta a Inglaterra e Albert e Joey são cruelmente separados. Determinado, Albert parte em uma busca incansável pelo cavalo que tanto significa para ele. O espectador é então levado em uma odisseia através de trincheiras apocalípticas e áreas destruídas da Europa.
Em Cavalo de Guerra, Spielberg adota um tom distinto do encontrado em “O Resgate do Soldado Ryan”. Embora a guerra seja novamente representada de maneira magistral, o foco do diretor aqui está muito mais nos elementos melodramáticos da história. Ele ilustra a jornada de Albert com imagens emocionantes e cativantes.
Ao concluir a épica jornada de duas horas e meia em meio à lama e à sujeira, Spielberg presta homenagem a um de seus grandes modelos de direção. As cores vibrantes que preenchem o céu nos fazem sentir como se estivéssemos em um dos épicos de John Ford. A travessia da terra de ninguém com Joey, no entanto, é o que realmente se destaca, mostrando Spielberg utilizando todas as suas habilidades de direção ao máximo.
