Obra-prima centenária: Filme de 90 anos ainda impressiona
A notícia circula intensamente pela mídia: o maníaco que vem aterrorizando a cidade, assassinando crianças, fez mais uma vítima. Franz Becker, interpretado por Peter Lorre, é o serial killer que se aproxima de suas vítimas sempre assobiando a mesma música.
O inspetor Karl Lohmann, personagem de Otto Wernicke, lidera a investigação e intensifica suas ações no submundo da cidade. Cansados da agitação constante, criminosos locais decidem rastrear o assassino, designando vigias em cada esquina.
Esse é o cenário de uma das maiores obras-primas da sétima arte: o filme policial “M, O Vampiro de Dusseldorf”. Esse clássico de Fritz Lang, celebrado por mais de 90 anos, continua a impressionar. “O Vampiro de Dusseldorf” é o primeiro filme falado do diretor e foi inspirado na história do assassino em série Peter Kürten e na onda de assassinatos de crianças que abalou a Alemanha na década de 1920. A direção magistral, o enredo preciso e a qualidade das cenas e da iluminação, influenciadas pelo cinema expressionista, conferem à produção um impacto extraordinário.
Lançado durante o auge da era nazista, o filme é tanto um espelho quanto uma crítica à sociedade alemã do período entre guerras. Peter Lorre, que era judeu, precisou fugir da Alemanha devido à ameaça nazista pouco após o lançamento do filme. Fritz Lang, de origem judaica por parte de mãe, seguiu o mesmo caminho dois anos depois.
