Esta ficção científica prometia muito, mas falhou miseravelmente
Em 2005, Stephenie Meyer lançou Crepúsculo, uma série de livros que rapidamente se tornou uma franquia de filmes cultuada. O alvoroço ao redor dessa obra ajudou a autora a se sentir confiante para desenvolver uma nova saga juvenil. No entanto, com A Hospedeira, a história não se repetiu e o fenômeno não aconteceu.
Assim como Crepúsculo, A Hospedeira também fez a transição para o cinema, estreando em 2013 com Max Irons e Saoirse Ronan como protagonistas. O filme apresenta uma narrativa de ficção científica que aborda a invasão alienígena na Terra, sob a direção do neozelandês Andrew Niccol.
A trama descreve um mundo onde a fome e a violência foram eliminadas, assim como os problemas climáticos, graças a seres alienígenas chamados de almas, que invadem corpos humanos como parasitas. Essas almas promovem uma nova ordem social baseada na paz, mas perseguiam os poucos humanos restantes que escaparam do controle. Uma rebelião surge entre os sobreviventes, lutando para libertar o planeta desses invasores.
Infelizmente, The Host (título original) foi um desastre nas bilheteiras, gerando apenas 63 milhões de dólares, apesar de um orçamento de 40 milhões. Essa perda significou um grande impacto financeiro para as produtoras, inviabilizando quaisquer sequências futuras.
Os críticos apontaram que a razão do fracasso foi evidente: ao invés de uma ficção científica envolvente, o filme acabou se transformando em um romance adolescente simplista, que não conquistou a audiência. Embora a história abordasse questões sérias como violência e suicídio, os diálogos eram tão superficiais que não justificavam a tentativa de abordar temas profundos.
É importante mencionar que Stephenie Meyer havia planejado mais dois livros para a série, intitulados The Seeker e The Soul. Contudo, para desânimo dos fãs, esses projetos nunca se concretizaram, e há quem especule que o insucesso do filme foi a principal razão para isso.
