"O Iluminado é pouco perto disso: o terror segundo Kubrick"
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O Iluminado é pouco perto disso: o terror segundo Kubrick

Como agir quando a pessoa amada desaparece e é considerada morta? Essa é a premissa central de O Silêncio do Lago, um thriller psicológico de 1988 que deixou Stanley Kubrick aterrorizado durante toda sua vida.

Este filme, dirigido pelo cineasta francês George Sluizer, que faleceu em 2014 aos 82 anos, representa a primeira adaptação da obra “The Golden Egg”, escrita por Tim Krabbé.

O Silêncio do Lago se destaca como um suspense intenso, que flerta com o terror, proporcionando um final inquietante que marcou profundamente Stanley Kubrick. De fato, ele chegou a contatar o diretor, afirmando que se tratava “do filme mais assustador que ele já tinha assistido”. Essa anedota foi revelada pelo próprio Sluizer em uma entrevista em vídeo para a Criterion, em maio de 2014. “Por mais de um ano, não consegui encontrar um distribuidor para meu filme, mesmo após sua estreia em Cannes. Ninguém estava interessado […] Até que, para minha grande alegria, Kubrick se tornou o maior fã do meu trabalho. Creio que ele assistiu a produção mais de dez vezes. Ele me ligou enquanto trabalhava em Los Angeles para analisar cena por cena,” recorda Sluizer.

No início de O Silêncio do Lago, vemos o casal Rex e Saskia fazendo uma pausa em uma área de descanso na rodovia. Após alguns minutos fora do carro, Rex volta e percebe que sua companheira desapareceu.

Desesperado, Ray decide abandonar sua vida pessoal e profissional para se dedicar totalmente à busca pela esposa. Após três anos de investigações sem sucesso, ele recebe um cartão-postal misterioso, onde o remetente afirma ter conhecimento sobre o que aconteceu com sua amada.

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