Shu Qi sequência

Shu Qi sequência: Novidades sobre corte do diretor e planos

Shu Qi Reflete Sobre sua Estreia como Diretora no Festival Internacional de Cinema de Cingapura

Shu Qi fez sua estreia na direção com o filme “Girl” durante o Festival Internacional de Cinema de Cingapura. A artista chegou ao evento com a sensação de estar encerrando um ciclo emocional que se estendeu por dois anos, com discussões que atravessaram cidades como Veneza e Busan.

Ao lado da embaixadora do festival, Rebecca Lim, Shu se mostrou autêntica e reflexiva, compartilhando momentos de humor ao falar sobre os desafios e as revelações que veio a enfrentar ao assumir o papel de diretora pela primeira vez.

Uma Nova Jornada

“Estou falando sobre ‘Girl’ desde 2023”, revelou Shu, com um toque de ironia ao afirmar que, agora, só deseja “voltar para casa e dormir”. Contudo, a conversa rapidamente se encaminhou para o futuro. A diretora reconheceu que já considerou continuar a saga temática de seu longa-metragem, afirmando: “Pensei em ‘Girl, Woman, Lady’. Isso é algo que estou planejando.” No ritmo atual, ela estima que lançar um filme a cada dez anos a levará até os oitenta anos.

Shu também abordou um tema que vem gerando discussão desde a exibição em Busan: o final do filme. Ela confirmou que pensou em criar uma versão do diretor. Durante o festival na Coreia do Sul, a artista se emocionou ao ser questionada sobre isso, esclarecendo que não discordava de sua equipe, mas foi tomada por uma emoção inesperada. Sua ideia inicial era encerrar a história logo após um acidente do personagem pai. “Se houver uma oportunidade, posso editar uma versão do diretor”, comentou.

Desenvolvimento da Obra

A elaboração de “Girl” não foi um processo simples; ela levou mais de uma década. Recentemente, Shu redescobriu seu rascunho inicial de 2013 e comentou: “Cada cena que você vê foi algo que já passei pela minha mente muitas vezes.” Sua trajetória como atriz a ajudou a desenvolver uma estratégia para enfrentar a pressão: “Eu apenas atuei como diretora.”

O reconhecimento a seu mentor, Hou Hsiao-hsien, foi marcante. “Sem o diretor Hou, não haveria ‘Girl’”, disse Shu, ressaltando que ele a questionou três vezes sobre dirigir, sendo a última vez a que a convenceu. Em uma atualização rara sobre a saúde de Hou, ela mencionou que ele está aposentado e com problemas de saúde, mas que se mantém “muito saudável e feliz” em seu dia a dia.

A Construção do Mundo de “Girl”

Durante a sessão, Shu compartilhou detalhes sobre como construiu o ambiente de Taiwan no final dos anos 1980 para seus atores. A jovem protagonista, Bai Xiao-Ying, se despediu de seu celular por três meses para captar a essência da infância daquela época. Para o papel da mãe, interpretado por 9m88, Shu recriou as texturas do cotidiano com riqueza de detalhes. Ela se emocionou ao ver 9m88 limpar o cenário por um longo tempo, um momento que a levou a refletir sobre o quão desafiador é ser dona de casa.

Shu foi franca sobre os temas difíceis abordados no filme, incluindo traumas de infância, ciclos de violência e as feridas herdadas que moldam três gerações: avó, mãe e filha. Após concluir a obra, ela percebeu que a mãe também “foi uma garota um dia”, uma mudança de perspectiva que a ajudou a entender melhor seus próprios pais.

Estratégias para Enfrentar Críticas

A diretora também falou sobre como lida com a crítica, uma frase provocou a maior reação da plateia: “Eu ignoro. A vida é sua. Você faz suas próprias escolhas.” Embora leia comentários, ela se recusa a ser controlada por eles.

O humor permeou a noite, com Shu se descrevendo como “uma pessoa positiva… talvez um pouco hiperativa.” Ela sorriu ao falar sobre a liberdade de não precisar se privar de dietas ou maquiagem em seu papel de diretora e lembrou de suas próprias reinvenções pessoais, como quando fugiu de casa na adolescência e se mudou sozinha para Hong Kong.

Um Encontro com o Destino

Um dos momentos mais inesperados da noite foi quando Shu contou que scoutou uma ponte para o filme, apenas para perceber que era a mesma que atravessou em “Millennium Mambo”, de Hou Hsiao-hsien. “É destino”, afirmou, destacando a conexão com o diretor.

Ao encerrar a sessão, Lim agradeceu a Shu pela coragem refletida em seu trabalho. A diretora, por sua vez, expressou sua esperança de que “Girl” ofereça força àqueles que vivem com dor, afirmando: “Mesmo que a vida seja difícil agora, os dias bons virão aos poucos.”
 
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