Inteligência Artificial e Cinema

Inteligência Artificial e Cinema: O retorno de ‘O Mágico de Oz’

O Mágico de Oz Chega a Las Vegas com Tecnologia Inovadora

Neste verão, Dorothy e seu fiel cãozinho Toto vão fazer uma jornada pela Estrada de Tijolos Amarelos em uma nova experiência no Sphere, um moderno espaço em Las Vegas que já recebeu eventos variados, desde shows de bandas renomadas a lutas de MMA. Sim, um dos filmes mais amados de Hollywood, “O Mágico de Oz”, está prestes a ganhar vida neste grandioso local.

Preparar esse clássico do cinema para a tela interna LED de 16K do Sphere exigiu o trabalho de mais de uma dúzia de estúdios de efeitos visuais, além de equipes de pesquisadores e arquivistas. O projeto conta ainda com a produção de Jane Rosenthal, conhecida por seu trabalho em “O Irlandês” e “Entrando numa Fria”.

Atualizando um Clássico

O filme de 1939 foi feito para telas muito menores do que a enorme de 160.000 pés do Sphere. Para adaptar isso, a equipe precisou “expandir” todas as imagens, utilizando inteligência artificial para adicionar personagens e fundos ausentes nas cenas originais.

Jane Rosenthal revelou que a nova versão mostra Dorothy correndo e encontrando a paisagem completa ao chegar à fazenda de Gale. “Quando você amplia, descobre muitos detalhes sobre os objetos, como a caravana do Professor Marvel, que revela itens inusitados de seu show de mágica”, explica.

A equipe de produção se aprofundou em uma espécie de escavação arqueológica, visitando estúdios, museus e arquivos para coletar referências visuais. “Fizemos um levantamento minucioso dos desenhos de produção e dos objetos arquivados”, complementa Rosenthal.

AI Ética

Embora a comunidade criativa de Hollywood veja a inteligência artificial como uma ameaça, Rosenthal defende uma colaboração ética com a tecnologia. Para “O Mágico de Oz no Sphere”, os técnicos treinaram a IA exclusivamente com imagens do filme original, sempre em cooperação com a Warner Bros, detentora dos direitos.

“Cada vez que fizemos uma alteração, consultamos a Warner”, afirma.

Uma Versão Mais Ágil

Com 102 minutos de duração, a nova versão de “O Mágico de Oz” será mais curta. De acordo com Rosenthal, a edição leva em conta o tempo necessário para os intervalos comerciais na televisão. “Resistimos à tentação de incluir cenas deletadas. Não há nada que não estivesse na versão original”, esclarece.

No entanto, alguns elementos imersivos foram adicionados, mas detalhes permanecem em segredo. “Há sapatinhos de rubi neste filme”, provoca Rosenthal.

Debates sobre Detalhes

Desde a estreia de “O Mágico de Oz” há 85 anos, a indústria cinematográfica evoluiu significativamente. Os efeitos especiais e a maquiagem melhoraram muito, e erros na edição podem ser corrigidos mais facilmente. Isso levanta questões sobre a continuidade e inconsistências visuais, como na famosa juba do Leão.

“Quando assistimos ao filme em alta resolução, certos erros se tornam evidentes. A aplicação da maquiagem, por exemplo, deixou marcas visíveis na juba do Leão”, comenta Rosenthal. A equipe ainda debate se deve ou não corrigir essas imperfeições.

Um Futuro para Mais Clássicos

Se “O Mágico de Oz” for um sucesso, Rosenthal acredita que outras obras clássicas podem receber o mesmo tratamento no Sphere. Ela vê essa produção como um modelo para a indústria. “É uma oportunidade de revisitar filmes com a perspectiva dos diretores e do contexto em que foram feitos”, diz.

Ainda não há confirmação sobre quais filmes clássicos podem ser ressuscitados, mas Rosenthal acredita que o ideal é escolher títulos que proporcionem uma experiência imersiva para todos os públicos. “Queremos algo que toda a família possa apreciar”, conclui.

Prepare-se para clicar os calcanhares e embarcar em uma viagem mágica!
 
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