Um faroeste ambicioso de 26 anos finalmente chega ao streaming
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Um faroeste ambicioso de 26 anos finalmente chega ao streaming

O gênero faroeste se estabeleceu como uma confortável presença na televisão, impulsionado pelas reprises de clássicos e pela ascensão de novas séries que reimaginam o estilo. Um exemplo notável é Yellowstone, que sugere que o faroeste pode ter encontrado seu espaço ideal na tela pequena em vez das salas de cinema. No entanto, uma de suas estrelas icônicas discordou dessa ideia.

Dessa forma, Kevin Costner embarcou em uma audaciosa aventura com Horizon: An American Saga Chapter 1, o primeiro de um projeto ambicioso de quatro partes que continua em produção. Apesar de não ter se saído bem nas bilheteiras, ele é o responsável pelo roteiro, direção, atuação e financiamento do filme, que visa ressuscitar a paixão pelo universo do Velho Oeste.

O filme estava programado para chegar ao streaming na plataforma Max no dia 9 de agosto, porém, após um adiamento sutil, o serviço ainda não anunciou uma nova data para sua estreia. Mesmo assim, há expectativa de que novidades sobre essa saga apareçam ainda neste ano.

Ambientada em 1859, no vale de San Pedro, a narrativa inicia-se com um grupo de topógrafos que marca a fundação de uma nova cidade sob a vigilância de dois jovens apaches. Logo, um missionário viajante chamado Desmarais parte em busca de Horizon, a cidade prometida que oferece terras a todos, representando um suposto paraíso seguro. A obra ora apresentada é uma crônica multifacetada que explora a expansão e a colonização do oeste americano, abrangendo os anos que cercaram a Guerra Civil americana, que ocorreu entre 1861 e 1865. No decorrer dessa jornada emocional, somos apresentados aos diversos pontos de vista de famílias, amizades e rivalidades, todos em busca de compreender a atração do Velho Oeste, que foi moldado pelo sangue, suor e lágrimas de muitos.

A concepção de Horizon nasceu com Costner ainda em 1998, que inicialmente propôs a ideia à Disney, com a qual por muito tempo manteve uma relação positiva. Contudo, anos de negativas o levaram a arquivar o projeto, que foi resgatado e aprimorado posteriormente. Quando as filmagens de Yellowstone se estenderam, Costner decidiu, então, que era o momento de realizar esse sonho.

Atualmente, ainda é desafiador tirar conclusões sobre um projeto que já consumiu cerca de 100 milhões de dólares, a maior parte investida por Costner, com apenas duas das quatro partes filmadas até agora. O primeiro capítulo já revela uma introdução à história, apresentando várias tramas que vão se entrelaçar nas sequências futuras.

Muitos críticos sugerem que a obra teria se beneficiado mais da formatação como uma minissérie, permitindo um desenvolvimento mais detalhado das diferentes histórias. Por outro lado, é evidente que Costner se inspira nos faroestes grandiosos, almejando criar uma obra de impacto visual significativo, que dialogue com a história dos Estados Unidos. Apesar de nem todos compartilharem do mesmo entusiasmo, a ambição por trás deste projeto transforma-o em um espetáculo digno de ser assistido.

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