Amanda Seyfried em Veneza: A estreia deslumbrante de ‘Testament of Ann Lee’
Amanda Seyfried emociona público em Veneza com “The Testament of Ann Lee”
A atriz Amanda Seyfried foi tomada por uma onda de emoção na estreia de seu novo filme, “The Testament of Ann Lee”, dirigido por Mona Fastvold. O longa recebeu uma impressionante ovacão de 15 minutos, tornando-se a mais longa da 80ª edição do Festival de Cinema de Veneza, superando até mesmo “Frankenstein”.
Durante a exibição, o co-roteirista Brady Corbet interagiu com a plateia, enquanto uma Seyfried emocionada levantava as mãos em celebração, à medida que a claque se estendia ao longo do espetáculo. Fastvold, co-autora do aclamado “The Brutalist”, ganhador de três Oscars e Leão de Prata do ano passado, não conseguia esconder a felicidade diante da recepção calorosa do público. Após cerca de oito minutos de aplausos, Seyfried murmurou: “O que devemos fazer agora?”.
Uma recepção calorosa, porém seletiva
Embora a plateia do setor orquestral tenha diminuído após dez minutos, os espectadores da arquibancada, incluindo integrantes da produção e potenciais investidores, continuaram a aplaudir. Corbet e Fastvold deixaram o local antes que os aplausos se apagassem completamente.
“Eu acho que as pessoas gostaram bastante”, comentou Seyfried ao deixar o teatro.
Um épico fábula sobre fé e comunidade
No filme, Amanda Seyfried interpreta a personagem principal, Ann Lee, ao lado de Lewis Pullman, que vive seu irmão William Lee. O elenco ainda conta com Thomasin McKenzie, Stacy Martin, Tim Blake Nelson, Christopher Abbott e Matthew Beard. “The Testament of Ann Lee” é descrito como uma fábula épica, que reinterpreta a vida de uma das poucas líderes religiosas femininas do século XVIII, detalhando a fundação do movimento Shaker.
Imigrantes da Inglaterra, os Shakers se estabeleceram inicialmente em Nova York e eram conhecidos por seus comportamentos extáticos durante os cultos, adotando a prática da celibatário e vivendo de forma comunitária. Devido ao seu estilo de vida abstinente, o movimento diminuiu significativamente, restando atualmente apenas três membros.
Cantos e sons no novo projeto
Embora não seja um musical tradicional, Seyfried também canta no longa, que traz a música composta por Daniel Blumberg, vencedor do Oscar por “The Brutalist”. Sobre sua experiência musical no filme, a atriz revelou: “Parte do que fiz foi des-cantar. Não existe isso! Anti-cantar? Muito do que fiz foram sons animais, ao invés de sons melódicos. E era menos sobre ouvir a mim mesma”.
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