Futuro do cinema: o que resta para a experiência tradicional?
Futuro das salas de cinema sob ameaça, apontam executivos do setor
Mais da metade dos executivos da indústria cinematográfica acredita que a “experiência de cinema tradicional” tem menos de 20 anos como um modelo de negócio viável. Essa conclusão faz parte de uma pesquisa recente que envolveu 246 profissionais do setor nos Estados Unidos.
A pesquisa, realizada por um analista especialista em entretenimento, levantou opiniões sobre a recuperação dos cinemas após as restrições da pandemia de COVID-19, a flexibilidade nas janelas de lançamento e o futuro do setor em meio à ascensão das plataformas de streaming.
Expectativas sombrias para o cinema tradicional
Quando questionados sobre a longevidade do modelo tradicional de exibição de filmes, aproximadamente 55% dos entrevistados afirmaram que acreditam que ele terá menos de 20 anos de vida. As respostas incluíram opções como “menos de cinco anos”, “cinco a dez anos” e “dez a 20 anos”.
Vale destacar que os executivos de cinemas se mostraram mais otimistas do que aqueles de outras áreas, como televisão e produção. Entre os mais pessimistas, os executivos de vendas e distribuição se destacaram, com mais de 60% crendo que o modelo tradicional enfrentaria um prazo curto de viabilidade.
O que é a “experiência de cinema tradicional”?
A pesquisa também incluiu uma reflexão sobre o que realmente define a “experiência de cinema tradicional”, um termo que permite diversas interpretações. Por exemplo, alguns entrevistados podem enxergar as salas de exibição premium, como Imax e 4DX, como uma experiência distinta da tradicional.
Em suas considerações, o analista sugere um espaço para otimismo, argumentando que a “experiência de cinema tradicional” pode evoluir e se adaptar com o tempo, permitindo que as pessoas, empresas e locais permaneçam ativos, mas em uma nova configuração.
Desafios financeiros persistentes
Entre outros dados revelados pela pesquisa, quase 90% dos executivos de exibição nos Estados Unidos afirmaram que suas receitas ainda não retornaram aos níveis pré-COVID. A maioria esmagadora, 81%, expressou a necessidade de uma janela exclusiva de lançamento nos cinemas para novos filmes, com duração de pelo menos seis semanas. Além disso, 77% acreditam que os lançamentos simultâneos nos cinemas e no streaming têm um impacto negativo no modelo de exibição tradicional.
Esses números revelam um cenário desafiador para a indústria cinematográfica, que busca se reinventar e encontrar novas formas de atrair o público para as salas de exibição.
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